Anna Span: foco nos atores

28 jan

Último post da série de diretoras cujos filmes analisei. Postei aqui uma breve apresentação de cada uma, mas há também outras diretoras que vou tentar pelo menos indicar em outros posts.

Anna Span

Para a diretora britânica Anna Span, mulheres que não gostam de pornô ainda não viram os filmes certos. Graduada em Belas Artes (cinema e vídeo), seu trabalho de conclusão de curso foi sobre um novo caminho para a pornografia, no qual ela analisou como seria uma perspectiva feminina sobre o gênero.

Começou a filmar pornôs para mulheres em 1998 por compactuar de uma visão feminista que acredita no direito da mulher ter um produto pornográfico voltado para si. Antes disso, a diretora tinha uma postura anti-pornô, mas concluiu que só pensava assim por que tinha inveja dos homens, da maneira como eram muito mais “bem servidos”, sexualmente falando, do que as mulheres. Então decidiu produzir para tentar diminuir esta falha, explica em seu site. Ela acredita que o que dá prazer a uma pessoa, dá também poder (faz com que o sujeito sinta-se empoderado) e crê que fazer pornô para mulheres encaixa-se neste pensamento.

O ponto de vista feminino traduz-se, para Span, principalmente em ângulos de câmera que mostrem mais o corpo dos homens do que nos pornôs masculinos. Em seus filmes, “uma câmera focaliza o homem, outra a mulher e uma terceira os dois”. Segundo a matemática de Span, “Na pornografia comum, as imagens do homem são substituídas por mais imagens da mulher. E, quando uma mulher faz sexo, ela olha para o cara. Esse é o ponto de vista dela, é com isso que elas fantasiam. Por isso, mostro muito o corpo masculino” , diz em entrevista concedida ao site da Revista Época.

A diretora causa polêmica no universo feminista pró-pornografia e defende que a indústria pornô é mais democrática quanto aos tipos físicos do que a TV, por exemplo, rechaçando a comum acusação de que a pornografia só mostra um determinado tipo como representação física da mulher. “(…)dizem que a indústria pornô não representa adequadamente o corpo das mulheres, só mostra garotas bonitas, com peitos grandes e bem magras. Mas isso não é verdade. (…) eu digo que a indústria de entretenimento adulto é muito democrática sobre o corpo. Sempre sugiro um teste. Digite no Google alguma coisa do seu corpo que você não gosta mais a palavra “pornô”. Você vai achar muitos sites em que pessoas dizem que isso é atraente. Há até pornô para amputados. O pornô vai até onde tem mercado porque quer tentar ganhar dinheiro com isso. Ele é muito mais democrático do que a televisão, que só tem modelos e celebridades”.

Ela atribui à internet o aumento do consumo de vídeos adultos por parte das mulheres e crê que se antes dizia-se que o público feminino não se interessava por pornô era porque tinha-se apenas as referências da pornografia masculina. Aproveitando as possibilidades que o meio oferece, Span mantém um site com aspecto informal para aproximar-se das consumidoras. Na página inicial a pergunta “Você está entediada com o mesmo pornô de sempre?”, convida a internauta a descobrir o que ele guarda de diferente. O layout da página é descontraído e mostra objetos da rotina feminina como que espalhados em uma mesa, buscando falar diretamente à mulher.

Lá estão disponíveis fotos e trailers dos filmes que podem ser alugados ou comprados para download, mas as produções são facilmente encontradas em sites de compartilhamento de arquivo para download gratuito.  Ao todo são 14 filmes exibidos no site de Span, apesar da diretora já ter participado da produção de muitos outros pornôs. Muitos, se comparada à produção das outras diretoras de pornografia feminina.

Numa rápida visita ao site, já dá para perceber que é difícil ver onde está a visão feminina e feminista de Span sobre o pornô, pois ela não parece buscar rupturas, elementos de resistência nem um lugar diferenciado para a mulher. Mas aqui prefiro dar apenas o caminho até ela, a análise ficou na monografia.

Twitter de @annaarrowsmith

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Erika Lust: pornô bonito

27 jan

A sueca Erika Lust começou a filmar pornografia em 2004, quando, morando em Barcelona, Espanha, viu esta produção como saída para seu sustento financeiro. Formada em Ciências Políticas e especializada em feminismo, ao entrar no ramo, tomou como referência sua primeira experiência com um filme pornô, ainda na adolescência, quando sentiu-se excitada, mas também incomodada por não se ver representada naquela cena, naquele sexo (afinal, não é um tanto ultrajante sentirmo-nos excitadas com algo com que não nos identificamos?).

Além dos filmes, Lust escreveu o livro “X – Porno para mujeres” (sem tradução para o português) na busca de atingir um maior e variado público com sua visão sobre o tema, com o objetivo de discutir para empoderar. Assim, Lust busca em seus filmes elementos que representem a mulher que os assiste, propondo mostrá-las em sua rotina diária no lar, como trabalhadoras, modernas e liberadas (ou não).

Desde que fundou a produtora Lust Films, a diretora já ganhou diversos prêmios do gênero, que a legitimam como uma das diretoras de pornografia feminina mais reconhecidas. Na produção de seus filmes, Lust busca ter a fase de  seleção casting, por exemplo, quando busca ver como se dá  interação entre os atores para que não haja aquela sensação de falta de sintonia comum nos filmes masculinos.

Entre suas motivações está a luta por conquistar um lugar de voz das mulheres no audiovisual adulto, crendo no gênero como um elemento capaz de disputar discursivamente o que se entende sobre a sexualidade feminina. “Muitos preconceitos contra a sexualidade feminina vieram do pornô, graças à ausência ou escassez de outras influências. Eu acredito que, se as mulheres participarem dessa discussão, nós teremos uma oportunidade incrível de explicar nossa sexualidade, de uma maneira explícita e gráfica. Que maneira melhor teríamos para explicar aos homens um assunto que eles não entendem muito bem?”, Lust questiona em entrevista ao site da Revista Época.

A ideia de Lust não é, no entanto, censurar a pornografia masculina ou fazer um movimento contra ela, mas simplesmente mostrar que pode haver um outro ponto de vista. Em Cinco Histórias para Ellas esta perspectiva é mostrada em cinco curta metragens distintos. Já no título, a autora se endereça a mulheres que queiram ter experiências de prazer através de obras pornográficas e que, sobretudo, buscam neste tipo de experiência um reconhecimento que não encontram na representação feminina dos pornôs masculinos.

É característica marcante dos filmes de Lust um apreço imagético e uma narrativa bem estruturada. Sua montagem tem algo de videoclipe, uma escolha que Lust esclarece em entrevista em vídeo para o site ADN: “Eu faço parte de uma geração que cresceu com a MTV basicamente, sempre a vi a fundo. É audiovisual que tem ritmo, que tem desenho, que é bonito, que é esteticamente atrativo. Muitos dos filmes pornô não encantam de forma alguma, se pensamos nesses conceitos”.

A diretora crê na necessidade de questionar o pornô assim como se questiona politicamente a publicidade, o jornalismo, pois considera o gênero como consolidador de representações e valores sexuais. Ela explica em entrevista no site Dudas de Sexo que “Quando o pornô recebe um espaço de discussão nas mídias, mais do que nunca é preciso debater criticamente os valores veiculados. Não podemos pensá-lo como algo que não importa, porque sim importa, é um discurso cultural e político que fala sobre sexualidade, que fala sobre masculino e feminino. Busco mostrar outras estéticas, outros valores, a intimidade das relações”.

Em Lust Cinema são compilados vídeos também de outras diretoras.

Twitter de @erikalust

Petra Joy: em vez de hardcore, artcore

26 jan

Continuando os posts sobre as diretoras cujos filmes analisei…

Petra Joy

Pode-se dizer que a diretora Petra Joy, alemã radicada no Reino Unido, é da “escola” de Candida Royalle, já que tem filmes produzidos em parceria com a Femme Productions. Ela se define como produtora independente de filmes pornôs que se baseiam em fantasias femininas.

Joy tem mestrado em História do Cinema pela Universidade de Colônia, tendo escrito, em 1990, sua tese sobre a representação da sexualidade feminina nos filmes nazistas. Depois de trabalhar na Inglaterra por mais de dez anos como fotógrafa, produtora de programas televisivos e documentários, frequentemente tendo em vista o recorrente tema da sexualidade a partir de uma perspectiva feminina, em 2004 filmou sua primeira produção pornô para mulheres, Sexual Sushi. Desde então ganhou diversos prêmios do gênero pornográfico, dentre eles “Filme mais Erótico” no Festival Internacional de Cine Erótico de Barcelona (FICEB 2007) com o filme Female Fantasies; “Melhor Cena Bi” com o mesmo filme no Feminist Porn Award (2008); e teve Feeling It! not faking it… nominado para “Melhor Filme” e “Melhor Diretora” no FICEB 2008.

Entre uma produção e outra, Joy dá palestras por toda Europa sobre a temática mulher e pornografia, sendo quase uma militante do tema. Para ela, filmar pornografia feminina vale muito mais pela revolução sexual do que pelo dinheiro que se ganha, pois  como cada filme seu custa cerca de 40 mil euros, que em parte advêm de empréstimos bancários, ela ainda não conseguiu ter lucros.

Apesar de concordar em parte com a opinião de feministas antipornografia que argumentam que a maioria do pornô mainstream representa as mulheres de maneira degradante, e de ela mesma já ter participado deste movimento, a diretora crê que chegou um momento em que não basta apenas ser contra algo, por isso buscou criar alternativas. “Eu não quero deixar a produção de imagens sexuais completamente nas mãos dos homens. A hora é propícia para nós, mulheres, reivindicarmos o gênero de filmes eróticos e criarmos imagens do que percebemos como sensual, do que nos inspira e estimula, mesmo não excite os homens”, diz em seu site. Ao reconhecer que pode haver uma diferença na busca erótica do homem e da mulher, a diretora posiciona-se nitidamente sob um ponto de vista feminino em sua produção material e simbólica.

Em entrevista à Revista Época, Joy comenta que há diretoras de pornô, cujos nomes não cita, que estão produzindo material “igual ao que um homem faria”, referindo-se à representação feminina e aos elementos que aparecem naqueles filmes. “Acho que todo mundo é livre para fazer o tipo de filme que quiser ou que gostar. Mas não me venha mostrar cena de ejaculação no rosto de uma mulher e se chamar de ‘diretora feminista’. Afinal, não somos só empreendedoras que fazemos esses filmes por dinheiro. Estamos lutando por liberdade sexual. Há uma mensagem por trás dos filmes, essa é diferença entre as feministas de verdade e as outras diretoras”.

Para a ela, há uma tendência geral da imagem feminina ser aviltada em alguns filmes pornôs, principalmente nos feitos por homens e para homens, o que se manifesta tanto num sexo oral forçado quanto na própria representação, por exemplo.

Tendo estes aspectos em mente, Joy busca mostrar uma variedade de corpos femininos no elenco, e não uma mulher fisicamente ideal. Os homens, por sua vez, são escolhidos de acordo com sua capacidade de desfrutar e dar prazer às mulheres, e não pelo tamanho de seus pênis. Os roteiros são baseados em fantasias eróticas que as clientes, amigas e mulheres interessadas de todo o mundo compartilham com Joy (principalmente por meio da internet, que possibilita o encurtamento da distância entre produtores e consumidores), além das suas próprias

Sobre o seu gosto pessoal em relação a filmes pornôs, Joy explica naquela entrevista que lhe agrada ver filmes de homens juntos, por isso frequentemente assiste a pornôs gays – assim como a muitos homens heterossexuais lhes agrada ver duas mulheres juntas. Colocar dois homens juntos é, segundo ela, um grande tabu para os filmes pornôs. “(…) querem que os homens sejam homens de verdade e, no momento em que um homem parece ser bissexual, eles pensam que ele não é mais um homem de verdade. No pornô, você só tem homens e gays. Mas no mundo real existem homens bissexuais!”. Por outro lado, lembra que nos pornôs é muito comum aparecerem duas mulheres juntas sem tabus, como se todas as mulheres fossem bissexuais.

Twitter de @petrajoy

Candida Royalle: de atriz a diretora

25 jan

Parte do meu trabalho foi analisar um filme da produção de quatro diretoras. As escolhi baseada no quanto apareciam em entrevistas, matérias e discussões em redes sociais sobre o pornô “por mulheres, para mulheres”.

Nos próximos posts falarei delas adaptando trechos da minha monografia.

Candida Royalle

Da década de 1970 a 1980, Royalle foi atriz pornô. Insatisfeita com os vídeos (como atriz e como mulher), resolveu dirigir roteiros voltados para um mercado consumidor que até então a indústria de entretenimento adulto não parecia notar: as mulheres. Segundo a diretora afirma em seu site, foi a partir do advento do videocassete que ela se deu conta do público que havia dentro das casas, observando também que “as mulheres foram se tornando mais curiosas e sentindo permissão para explorar a sua sexualidade devido ao movimento feminino de fins dos anos 1960 e começo dos 1970” .

Então em 1984 Royalle fundou a Femme Productions, tornando-se pioneira na produção de ‘filmes eróticos’ (uma das classificações utilizadas no site da empresa) que falam através de uma voz feminina. A busca da diretora passou a ser por mostrar a pornografia de uma maneira que agradasse também às mulheres. Pensando nisso, ela explica em entrevista concedida ao site da revista Época em abril de 2009: “Não foco nas genitálias, mas também não tenho medo de mostrar se parecer bonito. Não mostro cenas de ejaculação no rosto. Prefiro mostrar o rosto das pessoas tendo prazer. Também procuro pessoas que se pareçam mais reais. Tento usar mulheres de todas as idades. O homem não precisa ser um Adonis perfeito, mas precisa ser legal de olhar”. Para Royalle, estes elementos contribuem na constituição de um discurso sobre o lugar e a sexualidade da mulher.

Ela acredita que os pornôs masculinos não atraem o público feminino porque o objetivo é despertar as fantasias dos homens, não mostrar mulheres tendo prazer. “E as fantasias dos homens e das mulheres são diferentes. A grande fantasia deles é entrar em um quarto e a mulher desejá-lo tanto que ela se ajoelha e lhe faz sexo oral. Para as mulheres, a fantasia é um homem muito romântico, que passa um bom tempo tentando seduzi-la”, diz à Época. Ao mesmo tempo em que reconhece a diferença feminina e masculina no que se busca na pornografia, a diretora coloca que  isso não  quer dizer que as mulheres não gostam de ver o sexo em si. A pornografia feminina, para ela, deve buscar aliar essas compreensões sobre o desejo feminino.

Em parceria com um designer industrial, Royalle criou em 1999 a Natural Contours, uma linha de vibradores; em 2004 lançou o livro ““How to Tell a Naked Man What to Do”. Hoje, com 60 anos, a diretora continua à frente da Femme Productions que também produz filmes de outras diretoras com a mesma proposta. Ela declara gastar entre entre US$ 55 mil e US$ 100 mil por produção enquanto os custos da indústria de entretenimento adulto costuma ser algo entre US$ 5 mil e US$ 30 mil. Seus filmes podem ser comprados ou alugados (paga-se uma taxa de acesso às cenas que expira em determinado prazo) na loja virtual do site da produtora.

Twitter de @CandidaRoyalle.

Resultados da pesquisa – seu filme parte 6

24 jan

Sexta e última parte da série de respostas à pergunta: O que você mudaria se pudesse digirir um filme [pornô]?.

Para quem participou do questionário: busquei postar respostas que englobassem os temas de que todas falaram, mas se você não achar que toquei no seu ponto [ui! =P], aproveita e fala nos comentários.

“Gosto dos filmes no estilo trash que assisto.

“Acho a maioria machista, pela visão masculina do sexo. Não queria um pornô omantico, mas que a mulher tb realizasse as fantasias dela nos filmes.

“não gosto é daquela esporrada no rosto… Tenha dó!

“1) Mudaria aquela parte tosca em que a mulher fica dançando e se tocando, não vejo muita graça nisso. Dá pra fazer uma introdução legal sem apelar pra uma mulher com roupa estranha tocando a vagina. Alguma coisa mais artística, uma dança sensual, um streap tease interessante. E por que não com homens também? 2) Tentaria romper com o padrão dos atores e atrizes dos filmes pornôs. As mulheres têm quase sempre cabelo grande, corpo malhado e bronzeado, e quase sempre se portam igual. E os homens quase sempre têm o cabelo bem curtinho, o corpo bem malhado e uma pose de “bad boy”. Não são só essas pessoas que fazem sexo, nem é só a atitude delas que vale no sexo, ou que excita as pessoas que estão vendo. 3) Mudaria a trilha sonora, sem dúvidas. Aquelas músicas dos filmes pornô, que geralmente são as mesmas de um motel, são qualquer coisa.

“não costumo ficar convencida que a mulher do filme está realmente gostando (nem tanto pela atuação, mais pelo fato de que o que o cara está fazendo não parece bom mesmo).

Resultados da pesquisa – seu filme parte 5

23 jan

Quinta parte da série de respostas à pergunta: O que você mudaria se pudesse digirir um filme [pornô]?.

“trilha sonora, gritinhos falsos. e pq chmar jesus ou deus? nada a ver

“acho que os atores homens precisam ter uma seleção mais criteriosa, normalmente eles simplesmente são homens sem nenhum atrativo físico, ou simplesmente só musculosos, e isso não é o que agrada todas as mulheres.

“Não assisto filmes pornôs com muita frequência, mas os filmes que encontro, em sua maioria,  trazem mulheres maravilhosas e homens horríveis. Fica evidente que o filme foi produzido para homens, uma vez que o foco é totalmente voltado para a atriz e o ator não passa de um “penetrador”. No entanto, é curioso observar que geralmente esta mesma mulher que está no foco, aparece também humilhada e anulada diante do desejo masculino. O sexo muitas vezes é grosseiro e atende somente as fantasias masculinas . Quase sempre o filme já se inicia com o ato, o que não corresponde à fantasia feminina que geralmente pede um enredo que justifique o sexo entre aquelas duas pessoas.

“Seria um sexo mais real. sem atrizes plastificadas, em situações que sabemos que são doloridas, mas fazendo cara de prazer. Faria uma campanha pelo sexo real nos filmes pornô

“Acho que colocaria pessoas comuns apreciando, vivendo o quanto é bom fazer sexo. Meu filme teria muitas situações so cotidiano, para que as pessoas pudessem se ver… vamos combinar que aqueles filmes q as pessoas se olham por dois segundos e começam a tirar a roupa não tão com nada.

Resultados da pesquisa – seu filme parte 4

22 jan

Quarta parte da série de respostas à pergunta: O que você mudaria se pudesse digirir um filme [pornô]?.

“Video porno, pra mim, só é legal quando eu vejo que a mulher tá realmente curtindo — deve ser porque aí eu meio que me transporto pro lugar dela, psicologicamente falando. vídeos em que a mulher faz cara de “quero sair daqui” é muito broxante.

“fico com vergonha alheia quando tentam colocar uma historinha que nunca fica bem bolada ou bem interpretada. Outra coisa que me incomoda é o fato de a maioria dos filmes ser dirigido sob uma perspectiva heterossexual “masculina”, muitas vezes colocando a mulher numa posição de subordinação. Não falo dos filmes focados em bdsm, porque aí é fetiche, né.

“Não mudaria muita coisa, afinal filme pornô não tem que ter muito diálogo.

“Penso que os filmes pornôs têm em seu enquadramento um olhar tipicamente masculino. As posições, as nuances, os estereótipos em sua maioria, são aqueles representativos para homens, não para as mulheres

“pelo fato de ser gay focaria em mulheres mais reais, que agradam mais ao público lésbico em geral, ao invés de usar as atrizes tipo “Pamela Anderson” e afins dos pornôs de temática lésbica feitos para homens.